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Perfil Removido
Comentário ·
há 10 anos
O bandido bom e as selfies com Eike Batista
Canal Ciências Criminais
·
há 10 anos
O sr. confunde criminoso com bandido, como se fossem sinônimos. É como dizer que quem comete o crime de perigo abstrato de embriaguez ao volante é "bandido"... Pode ser criminoso, adjetivo daquele que pratica crimes, mas não bandido. A partir daí, todo o seu raciocínio está embasado em falsas premissas.
A retórica é bonita, mas não se sustenta.
As condutas são diferentes, o grau de periculosidade dos agentes também.
Vejamos: o criminoso que comete um latrocínio tem um grau de periculosidade altíssimo; para ele, subtrair verbas públicas seria brincadeira de criança, afinal, quem faz o mais também faz o menos.
Mas o corrupto que pratica atos de corrupção (igualmente criminosos) não está necessariamente disposto a roubar ou matar alguém.
Ambos possuem um desvio de conduta, mas são coisas absolutamente diferentes.
O sr. fala em uma espécie de "homicídio" indireto, mas até o estabelecimento desse nexo causal é quase impossível no âmbito penal, porque o desdobramento fica quase diluído em uma sequência de atos que não visam o fim "matar".
Não estou, de forma alguma, justificando a corrupção, mas apenas mostrando que esse argumento não passa de falácia para desmerecer a repulsa da população com relação a criminosos que praticam crimes violentos.
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Perfil Removido
Comentário ·
há 10 anos
O bandido bom e as selfies com Eike Batista
Canal Ciências Criminais
·
há 10 anos
Eike não é empreendedor, é corporativista. É o tipo de empresário que adora um Estado intervencionista, claro, porque o fomento vem justamente para os seus bolsos.
Ainda sim, há que se diferenciar dois tipos de "bandidos": aquele que comete crimes violentos (de colarinho azul) e o que pratica crimes de escritório (de colarinho branco).
O primeiro é ao qual a sociedade se refere quando fala em bandido morto; o segundo, não. Por quê? Porque é o primeiro que está disposto a matar, violentar, estuprar, e afins. Não que os atos do segundo sejam menos repugnantes, nem que os efeitos de seus atos não sejam tão devastadores quanto os do primeiro, mas a questão é a frieza, os efeitos diretos e imediatos das condutas, algo que realmente assusta e gera insegurança.
As pessoas que tiram foto com ele, ademais, não necessariamente o veneram, o idolatram; alguns querem apenas guardar o momento, aparecer... Também não significa que são essas as pessoas que se dizem "de bem"; talvez elas estejam entre aqueles que defendem "as classes oprimidas".
Abraço!
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